segunda-feira, 13 de abril de 2009
Pauta, captação e apuração
Seguem os slides feitos pela equipe de Pauta, captação e apuração, sobre o texto de Luiz Costa Pereira Junior, "A apuração da notícia - Métodos de investigação da imprensa".
Pauta, captação e apuração
qualquer problema é só mandar um e-mail(nigmoura@hotmail.com) que eu mandarei os slides!
abraços!
Perfil
Roberto carlos: http://www.clubedorei.com.br/Articles/detail.asp?iData=71&iCat=748&iChannel=2&nChannel=Articles
Fátima Bernardes: http://www.titinet.com.br/artistas/fatima-bernardes-112.html
domingo, 12 de abril de 2009
O personagem em destaque
Texto da jornalista Hérica Lene em 26/9/2006, no Observatório da Imprensa.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=400DAC001
Perfilar
Foi o que fez o jornalista Almir de Freitas, em sua reportagem Real Grandeza*, publicada na edição de dezembro de 2006 da Revista Bravo. A matéria usa como gancho o lançamento da polêmica biografia não-autorizada do cantor e compositor Roberto Carlos. Na matéria, além de entrevistas, comentários de personalidades sobre o ídolo e informações complementares são expostos três perfis, escritos por jornalistas distintos e de diferentes enfoques. O primeiro de abordagem mais cronológica e aparentemente mais baseado no livro; o segundo abarcando a faceta mais humana e emotiva do astro e o último, de tom mais crítico, a ligação entre o mito e o “estereótipo do Brasil romântico“.
A matéria é um ótimo exemplo de que assim como num perfil fotográfico o jornalístico exige a escolha sobre qual o melhor ângulo, o melhor momento, a melhor luz. Nele temos que decidir por um lado da moeda, não reduzir a pessoa e determinar o que ela é, mas assumir um direcionamento, muitas vezes não-explícito, para mostrar uma faceta desse personagem.
Escrever sobre alguém não é refletir esse alguém, apresentar o que uma personalidade humana é, em sua totalidade, seria impossível. Sendo assim, a imparcialidade é inalcançável, e em minha opinião, até indesejável nesse caso. As tensões tornam o texto apetitoso, geralmente se lê um perfil procurando ler o que ainda não foi dito, o inesperado, sendo positivo ou não para o perfilado.
Há que se ter habilidade para escrever um bom perfil, saber a dose certa para não transformar o texto em uma declaração elogiosa, ou cáustico sem embasamento, ou pior ainda, uma sucessão de fatos e datas sem nenhuma contextualização. E prioritariamente, muito trabalho: escolher a história e se ela vai ser relevante para o leitor; definir o enfoque pretendido; não deixar de acessar todas as fontes possíveis; não ter preguiça de escrever, reescrever, ler e reler o texto; saber receber críticas e ouvir a intuição.
Talvez não acertemos de primeira, mas a repetição leva à perfeição (ou quase). Acho perfilar muito difícil, “1% de inspiração e 99% de transpiração”... assim como, pautar, reportar, editar, noticiar, diagramar, etc, etc, etc. Enfim, ser jornalista não é fácil!
*Versão on-line: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/musica/cdmateria_295232.shtml
sábado, 11 de abril de 2009
Sobre Perfis
O Humor Trágico de Hitchcock, por José Onofre
Alfred Hitchcock era um humorista com um sentido trágico da vida e isso ficou marcado nos 50 filmes que realizou em 54 anos de trabalho. Boa parte da crítica sempre negligenciou essa obra, considerando um simples entertainer malicioso, especializado em aterrorizar platéias com um estilo de filme tortuoso. Hitchcock ampliou seu trabalho e seu carisma criando em torno de si a imagem de um meticuloso e generoso criador de diversões. Quem ia ver Hitchcock ia para sentir sensações novas.
Ele dizia que as pessoas iam ao cinema ver a vida refletida na tela. E perguntava: "Mas que tipo de vida? O tipo de vida que não é nossa, é claro. Ou a nossa vida, mas com uma diferença: e a diferença consiste nas alterações emocionais que, por conveniência, chamamos de thrills. Nossa natureza é de tal ordem que precisamos dessas sacudidelas ou, do contrário, ficamos moles." Ele conclui que o sistema de proteção de nossa civilização "nos resguarda tanto que é impraticável experimentarmos emoções suficientes em nossa própria pele. Assim sendo, temos de vivenciá-las artificialmente. E o cinema é o melhor meio para isso."
Firmado esse ponto, Hitchcock se coloca a questão imediata: que tipo de história tem essa emoção que o cinema deve oferecer ao seu espectador? E avança: "Uma história de amor. Um homem encontra a sua garota, eles se apaixonam, ela desaparece e ele precisa encontrá-la."
Com esse ponto fixado, ele vai buscar as variações, E descobre um ponto em comum, entre elas, seja num filme policial, de guerra, num western ou num filme de terror. Há sempre um perseguidor, um perseguido e a palavra que unifica situações tão diferentes é "caçada". Enquanto um enredo tiver fuga ou perseguição, pode ser considerado uma forma de caçada. Ele acha que, em suas várias formas, a caçada corresponde a 61% da construção de todos os enredos do cinema.
Para ver outro tipo de perfil sem consulta com o próprio personagem central, leia o texto A prática da reportagem, de Ricardo Kotscho, disponível na xérox. Lá se encontra um trecho do perfil de Elis Regina, posterior à sua morte.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Algusn pontos sobre a pauta
Considerada por muitos autores como um recurso organizacional estratégico das redações dos maiores jornais do país, a pauta é o elemento base para analise do processo de produção da notícia. Trata-se da sua reflexão prévia, do planejamento que irá nortear o jornalista durante as demais etapas do processo de produção do jornalismo do qual também fazem parte a captação e apuração da notícia.
Entre as vantagens do planejamento da edição pode-se citar a garantia de uma interpretação menos imediata dos fatos e a diminuição dos gastos e esforços durante a captação da notícia. Entretanto, deve-se tomar cuidado para que o excesso de rigidez na fase de planejamento não acarrete em distorções dos fatos em prol da manutenção e divulgação de idéias prontas, impedindo o jornalista de atuar espontaneamente, de acordo com seus impulsos e “intuições”.
No texto "Pauta", o professor Pedro Celso Campos faz uma síntese do assunto, abordando o conceito, histórico e probelmatizando a questão da liberdade do jornalista mediante o planejamento detalhado que a pauta lhe impõe. Vale a pena dar uma olhada e relembrar um pouco do que foi abordado em classe.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
E os perfís humanistas, cadê?
Saudosismo ou não, os perfis literários e com lados humanistas, para mim, são mais envolventes e enriquecedores que os perfis mais objetivos. Basta escolhermos agora qual caminho iremos seguir e qual deles tem mais a cada da Lupa.