Por Thais Borges
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Resumo: CAPUTO, Stela Guedes. “Notas gerais sobre entrevista”. In: Sobre entrevistas - teoria, prática e experiências. Petrópolis, Vozes, 2006, p. 46-54¹.
Por Thais Borges
Resumo - Stela Guedes Caputo
O sexto item trata de algo fundamental: a atenção dada às respostas dos entrevistados. Isso permite a existência de uma conversa autêntica, que apesar de seguir um roteiro, se desdobra espontaneamente. O sétimo lembrete ressalta a importância de permitir que o entrevistado apresente suas ideias sobre o assunto em pauta. Isso porque mesmo que você já saiba determinadas informações sobre o entrevistado, parte do público ainda deseja conhecê-las. É essencial lembrar que mesmo propondo questões mais elaboradas, o foco não é jornalista e sim o entrevistado.
O décimo primeiro quesito interligado ao anterior, enfatiza que na ausência de dados, não se aconselha que o profissional de jornalismo crie pessoas e depoimentos, é preciso trabalhar com a verdade. O décimo segundo lembrete é a paixão com que se realiza uma entrevista. Segundo Caputo, é preciso “amar” e ouvir o outro. Ela afirma também que uma boa entrevista acontece a três: o jornalista, o entrevistado e o leitor.
O décimo quinto item trata da edição. Ou seja, nesse processo devem ser escolhidas as perguntas fundamentais. Dessa maneira, a autora afirma que é preciso aprender a escolher, ou seja, excluir perguntas e respostas, pois, em sua opinião edição pode ser definida como “a arte de cortar bem”. Ainda nessa vertente, Caputo conclui que é importante organizar o texto e manter as perguntas em blocos por temas, até mesmo para facilitar a dinâmica do leitor, ou utilizar a expressão “voltando ao assunto” na introdução das perguntas, artifício que não deve ser repetido muitas vezes.
A importância de escolher bons títulos e olhos para uma entrevista também aparecem como pontos fundamentais. Os olhos devem destacar pensamentos importantes e interessantes do entrevistado.
CAPUTO, Stela Guedes “Sobre entrevista: Teoria prática e experiências”. Capítulo 2
A entrevista é um dos principais produtos do jornalismo e, ao contrário do que possa parecer, não é uma tarefa simples. Toda e qualquer entrevista exige do jornalista determinadas ações, atitudes e comportamentos que são de extrema importância para realizar uma boa entrevista. Com o objetivo de traduzir essas ações, atitudes e comportamentos de maneira prática, o capítulo 2 do livro de Stela Guedes Caputo “Sobre entrevistas: Teoria, prática e experiências.” configura-se como uma espécie de manual para entrevistas. As ações que constituem uma boa entrevista vão desde a preparação técnica de equipamentos à preparação teórica do jornalista sobre determinado assunto.
Constam no capítulo 15 itens que são indispensáveis na prática da entrevista, como o ato de pedir autorização do entrevistado para gravar ou fotografar, a preparação prévia sobre a vida do entrevistado por parte do entrevistador, a elaboração de um roteiro sobre as perguntas que serão feitas, a necessidade de checar todo e qualquer material que será utilizado na entrevista previamente, o tratamento que deve ser dado ao entrevistador, a necessidade de haver um diálogo autêntico, verdadeiro entre o entrevistado e o entrevistador, a preocupação em não aparecer mais do que o entrevistado, a necessidade de não se apossar da idéia de outras pessoas em seu discurso, a consciência em ralação ao limite da entrevista, a preocupação em ser fiel ao que foi dito na entrevista, a necessidade manter a informação de maneira clara, sem inventar fatos ou pessoas, a paixão que todo jornalista deve ter pela profissão, a atenção dada não somente ao que o entrevistador quer saber, mas também ao que o entrevistado tem a dizer, a preocupação em dar sentido ao texto e a atenção necessária para filtrar o que realmente importa em um entrevista.
CAPUTO, Stela Guedes. Sobre entrevistas: teoria, prática, experiências. Rio de Janeiro: Vozes, 2006, p. 59-68
domingo, 10 de abril de 2011
CAPUTO, Stela Guedes. Sobre entrevistas: teoria, prática, experiências. Rio de Janeiro: Vozes, 2006, p. 59-68
Neste texto Stela Guedes Caputo coloca quize questões que não podem ser esquecidas pelo jornalista em uma entrevista. Elas passam por todo o processo da entrevista, desde o recebimento da pauta, a elaboração do roteiro, a hora da entrevista e a edição.
A primeiro questão que Caputo coloca como fundamental é pedir permissão para gravar a conversa e fotografar. No entanto ela resalva que isso só é possível em uma entrevista marcada e diz que é necessário respeitar um depoimento dado em off. O segundo ponto destacado é que sempre se deve fazer a entrevista com informações prévias sobre o entrevistado. O editor costuma passar algumas, é preciso lê essas e pesquisar outras.
Depois de informar-se, deve-se fazer um guia para entrevista com perguntas fundamentais e espaço para algo que surja durante a conversa. Ela também coloca que, para que todo o trabalho não seja perdido, é imprescindível observar se o gravador está funcionando perfeitamente, com pilha e com fita. Nos aparelhos mais novos, a verificação da fita é substituida pela checagem do espaço disponível.
Depois Caputo coloca que deve-se perguntar ao entrevistado como ele gostaria de ser chamado ou simplesmente referir-se a ele como senhor ou senhora. Deve-se, também, prestar atenção às respostas para que se possa fazer perguntas a partir delas e, assim, estabelecer uma conversa e não simplesmente a aplicação de um questionário.
As perguntas devem ser feitas, segundo a autora, pensado no leitor e que o jornalista não deve aparecer mais do que o entrevistado. Por causa disso, as vezes é necessário fazer perguntas que já se sabe a resposta e que é preciso ser sucinto quando apresentar um pensamento. Outra preocupação é a de deixar claro as fontes e referência usadas na entrevistas.
A autora coloca que há um limite para insistir que o entrevistado responda a algo. As vezes ele se recusa, ou foge da resposta e é obrigação do jornalista insisitir que ele responda, mas deve haver um limite e é preciso deixar claro que está retornando ao ponto, fazê-lo sem subterfúgios.
Caputo considera importante que se grave uma entrevista, pois dados importantes podem ser esquecidos. Contudo, ela diz anotar pontos importantes ajudam na hora de editar. Obviamente, a autora coloca-se totalmente contra a invensão de declarações e de entrevistados como saída para apurações mal feitas. Ela acredita, ainda, que uma boa entrevista é feita quando se estabelece um esaço de confiança e diálogo entre os lados e ao fim dela deve-se deixar um espaço para o entrevistado colocar algo que não foi perguntado. Para a autora, durante a entrevista deve-se perder um pouco o rumo para tentar sair da linearidade, da formalidade.
Para a edição da entrevista, inevitavelmente cortes terão que ser feitos. A edição deve ser orienta primeiro pelo eixos, juntar todas as perguntas que abordam o mesmo tema. Depois vem a escolha do título, “uma frase que resume o espírito da entrevista”, e dos olhos, uma ou mais boas frases ditas pelo entrevistado. Feito isso vem a parte final, revisar e publicar, nessa hora podem surgir dúvidas no que foi dito pelo entrevistado, Caputo sugere que se contate.por Marcelo Argôlo