quarta-feira, 20 de abril de 2011

Resumo - Marília Scalzo

Livro: Jornalismo de Revista (2008)
Autora: Marília Scalzo
Aluna: Nathália M. C. Mattos

O livro “Jornalismo de Revista” aborda o surgimento, a história, a evolução e a maneira como o jornalismo se apresenta nesse veículo impresso de comunicação.

Define “revista” como um veículo de comunicação que permite a coexistência de jornalismo e entretenimento. Além da relação estreita que a revista estabelece com seu leitor, em que confiança, credibilidade, expectativas, erros, acertos, críticas e elogios existem na interação. A revista fornece, ao seu leitor, a sensação de pertencimento à determinados grupos. Revistas exigem matérias confiáveis, que tragam análises, reflexões, ângulos diferenciados e informações completas.

As revistas abrangem os mais diversos assuntos em seu conteúdo: hábitos,modas, personagens, assuntos de um determinado período. Dessa maneira, estão diretamente ligadas à determinado período. Ao longo do século XIX a revista ganhou espaço, virou e ditou moda. Algumas circunstâncias foram fundamentais para esse progresso: o aumento dos índices de escolarização e a existência de população alfabetizada e interessada em ler.

Já os avanços técnicos na indústria gráfica, possibilitaram a melhoria na qualidade dos impressos, o aumento de tiragens e a atração de anunciantes. Um dos fatos, que mais contribuiu para o progresso do gênero, foi o nascimento da primeira revista semanal de notícias, a “Time”, criada por Briton Hadden e Henry Luce, em 1923, nos Estados Unidos.

A autora também trata da diferença das revistas para os outros meios. O primeiro aspecto apresentado é saber ouvir o leitor. Algumas estratégias são utilizadas: pesquisas qualitativas e quantitativas, telefonemas, cartas e e-mails. Na maioria dos casos de publicações bem-sucedidas no mercado, existe sempre algum modo de escutar periodicamente o público. Porém, é preciso continuar surpreendendo o leitor.

Outra diferença da revista para os outros meios é o formato. Seu papel e impressão também garantem uma qualidade de leitura. A periodicidade também interfere no trabalho dos jornalistas envolvidos em sua produção. É sempre necessário buscar notícias exclusivas, explorar novos ângulos, ajustar o foco para aquilo que se deseja saber, entender o leitor de cada publicação.

As revistas tem mercados segmentados por gêneros, idade, localização geográfica, por tema, dentre outras. Além da segmentação da segmentação, que escolhe um grupo menor dentro de outro grupo.

Existem conflitos entre a coexistência de jornalismo e entretenimento, mas, segundo Scalzo, há espaço para as duas coisas, desde que se perceba os limites e possibilidades de cada área, sem misturá-las.

Para tratar da definição do “bom jornalista de revista”, a autora afirma que os grandes princípios que regem o jornalismo são os mesmos que devem ser seguidos pelo profissional que deseja trabalhar em revistas.

Enumera os princípios que devem ser seguidos em qualquer meio jornalístico: apuração dos fatos corretamente, compromisso com a verdade, ouvir todos os lados, mostrar diversos pontos de vista, respeitar aos princípios éticos, ter qualidade de informação e bom texto, e lembrar que não escreve para si mesmo.

Scalzo afirma que uma boa revista tem um bom plano editorial e uma missão definida.

sábado, 16 de abril de 2011

RESUMO: Os métodos de apuração (cap 3 do livro A apuração da noticia: métodos de investigação)

Neste capítulo Luiz Costa irá tratar dos métodos de investigação na imprensa. No inicio do capitulo ele usa o exemplo do que aconteceu na época do atentado de 11 de setembro para demonstrar os equívocos que podem ocorrer quando não se faz uma apuração de dados como se deve.

Luiz afirma que o ato de “noticiar é selecionar fatos e organizar em sentido”, pois não é possível numa reportagem expor a realidade pronta e acabada. Nesse sentido o maior desafio d repórter é “encontrar evidencias soterradas em camadas de versões, procurar certezas num jogo de incertezas”. Segundo Luiz, “o que distinguira o jornalista serão os passos que der para atingir o ‘disponível’ que chamamos de real, seus critérios para não se deixar levar por falhas de percepção, pela rotina produtiva, pelo engano das fontes”. O autor afirma que não cabe ao jornalista transferir dúvidas ao público, por isso, ele deve verificar as diferentes versões de fato publicando apenas aquela que se provar por meio de evidencias, somente será mantida a apuração que tiver respaldo.

O repórter precisa ter um compromisso em expor o que Costa chama de visão plural do fenômeno investigado, que é a conjugação do nível de incerteza, fragilidade dos dados, e da necessidade de solidez do fato, expô-lo da maneira mais consistente possível. No entanto, a própria natureza da atividade jornalística (redações enxutas, profissionais sobrecarregados, prazos curtos de fechamento) contribui para que o processo de construção da notícia seja impreciso. Para dar conta de fazer cumprir suas tarefas de forma precisa e consistente, driblando as armadilhas encontradas na internet e nos releases, os jornalistas precisam estabelecer um planejamento de investigação, que se manifestará na sequência de procedimentos de apuração das informações de uma reportagem. Luiz afirma que esses procedimentos serão executados em três momentos: no planejamento da apuração, na revisão do material apurado e na revisão das informações editadas.

Luiz serve-se do esquema de investigação jornalística elaborado por Daniel Samper e descreve no capítulo as fases de: elaboração da pauta, pré-produção e produção, ficando a cargo do capítulo 4 de seu livro descrever a etapa final, a pós-produção.

No estagio de elaboração da pauta o jornalista faz a sondagem inicial que é uma apuração preliminar, através da qual ele terá uma base de informação que direcionará sua investigação e estabelecerá a viabilidade de sua pauta, a partir desse momento ele passa para a confecção da pauta, que o autor faz questão de diferenciar de tema (este é mais amplo). Para formulação da pauta o jornalista pode fazer um plano de ação no qual ele definirá as informações obtidas, as que precisa obter e lista de fontes onde poderá consegui-las. Na pré-produção será feita a analise das fontes, usando da idealização de Nelson Traquina a esse respeito, Luiz diz que as fontes serão escolhidas levando em conta três fatores: a hierarquia da autoridade, a produtividade (qualidade e quantidade de informações que ela pode dar) e sua credibilidade. As fontes poderão ser abordadas levando em conta ordem de importância ou a ordem de critica. Na ordem de importância sairá das fontes menos importantes para as mais importantes, pela ordem de critica será abordado primeiro as fontes desfavoráveis e depois as favoráveis. Durante a produção o repórter tem a chance de detectar erros de avaliação de sua pauta e o implicado na noticia tem sua chance de defesa. O repórter não pode contentar-se com apenas um aspecto da história, ele precisa validar as informações com pelo menos duas outras fontes e só poderá publicar sua matéria quando tiver informações abundantes e precisas, mesmo que pra isso tenha q voltar a contatar as fontes.

Depois de escrita matéria ela será revisada pelo editor que precisa verificar uma lista de checagem dada por Costa, onde está presentes o respaldo das informações fornecidas, se a matéria é justa com todos os envolvidos e se falta algo. Para a etapa de fechamento, Luiz Costa traz as considerações feitas por Kovach e Rosenstiel que traz a técnica de verificação chamada de “edição cética”, onde o editor age de forma como se desconfiasse de tudo o que está escrito, ela é feito com o rigor de um interrogatório. Estão incluídos nesse método questões como: “Por que deveria o leitor acreditar nisso” e “Como sabemos disso”.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Resumo do livro de Luiz Costa Pereira Junior, A apuração da notícia (Métodos de investigação na imprensa) capítulos 3 e 4.

O autor começa fazendo uma análise de posturas adotadas pelos principais jornais impressos do país no episódio de 11 de setembro de2001. O autor situa o volume de fatos imprecisos e não confirmados, de especulação e boatos, difundidos mesmo por fontes confiáveis que marcaram aquela que foi a maior mobilização de diários em torno de um mesmo fato. Redações inteiras montaram mutirão de editorias para a cobertura do caso. Os jornais ficaram reféns das agencias de notícias internacionais e da televisão, que transmitiu em cadeia mundial.

Outro ponto destacado foi a insuficiência da mediação das agencias de noticias e das fontes secundarias. Partindo do exemplo de 11 de setembro o autor faz um ressalva, que o desafio do repórter no (cenário complexo, desordenada torrente de acontecimentos contemporâneos), é encontrar evidências em camadas de versões, procurar certezas em situações de incertezas. Uma disciplina de verificação é colocada pelo autor como forma de o jornalista não se deixar levar pelas falhas de percepção, pela rotina produtiva, pelo engano das fontes.

O autor também reforça que o trabalho de apuração não termina quando se ouve o outro lado em questão. Não quando se equilibra o entre o pró e o contra, os ângulos da notícia, com risco de cair no ceticismo circular e é isso que o jornalista deve evitar. Citando no texto Ricardo Noblat fala que não cabe ao jornalista transferir dúvidas ao publico ele tem que apurar cada contradição entre as fontes, até que a incongruência seja descartada e reste só um relato confiável.

A visão plural dos incidentes noticiáveis abordada pelo autor como conjugação de dois fatores que não podem ser ignorados como: o nível de incerteza, e a necessidade de solidez. Diante desses aspectos o autor sinaliza que a postura do jornalista só poderá ser a de quem busca uma única e exclusiva “verdade” e ressalva com o “espirito aberto” para não cegar diante de evidência contraria ou ignorar a pluralidade de versões possíveis.

A apuração jornalística em quadro proposto por Daniel Samper, mostrado no texto esquematiza a investigação jornalística em três fases que servem de parâmetro para a condução do trabalho. Passos: elaboração da pauta; pré- produção e produção. Para a elaboração da pauta é necessário uma sondagem inicial, uma base de informação para sustentar uma investigação, como saber a credibilidade das fontes que nos lançam a pista inicial. Após a sondagem inicial o plano de ação com o qual se obterá mais informações, com dados como: relação das informações que já tivemos; relação das informações que nos faltam; lista de fontes (onde localizar as informações que nos faltam, quais as fontes mais importantes consistentes). O plano de ação ajuda a organizar o que a reportagem quer mostrar. O plano de ação também orienta para que o repórter não confunda pauta com tema.

A pré- produção passa pela análise estratégica das fontes, com critérios para avaliar as fontes (hierarquia da autoridade; produtividade; credibilidade). A produção inclui o contato com as fontes, checagem da informação. Por fim a revisão que passa pelo editor que pode adotar uma edição cética na análise do texto checando todas as informações.

CAPUTO, Stela Guedes, Sobre entrevistas: Teoria, prática e experiências- Petrópolis RJ: Vozes, 2006.Cap. 2 Pág.59-68

A autora traz 15 dicas de como proceder com uma entrevista, coisas que não devem ser esquecidas. Primeiramente perguntar se pode gravar/fotografar. Explicar o que é a entrevista e para onde é. Respeitar o pedido do entrevistado, caso este queira dizer algo em off, desliga-se o gravador. Efetuar uma pesquisa antes sobre o entrevistado, não ser arrogante(achar que sabe tudo sobre qualquer coisa) ou negligente(não ler, perder ou esquecer-se de ler) as informações recebidas do editor.

Fazer um roteiro, com perguntas que jugue importantes, não o seguindo a risca, deixando espaço para as novas perguntas na hora da entrevista é outro ponto importante que deve ser seguido pelo repórter. Verificar sempre se o gravador está funcionando corretamente, se estar realmente gravando, para que não se perca os dados coletados. Tratar o entrevistado respeitosamente sempre como senhor/senhora, mudando de tratamento somente quando autorizado dessa forma o entrevistado saberá que o repórter o respeita e não quer intimidade.

Durante o diálogo o jornalista deve prestar atenção no que o entrevistado diz, manter com o mesmo uma conversa autêntica, ouvindo-o. O jornalista não deve disputar com o entrevistado, não deve aparecer mais que este. Deve efetuar perguntas que mostre quem é o entrevistado para o publico, mesmo que o jornalista já o conheça e saiba as respostas. Quanto ao uso de fontes, no decorrer da entrevista ao citar uma pergunta já conhecida, do entrevistado ou outra pessoa, é necessário deixar claro as referências e fontes citadas. O jornalista deve reconhecer o limite, não ser inconveniente, ou mal-educado, se o entrevistado se recusa a responder a alguma pergunta, volta-se ao ponto em outro momento da conversa, sempre educadamente, insiste-se, com transparência.

O uso de bloco de nota sé recomendado, assim como o gravador, para que se possa reconstituir o mais fiel das informações. Não inventar personagens, para tanto o jornalista deve fazer anotações claras, num bloco de notas com folhas fixas, para não perder as informações para não criar personagens e divulgar informações erradas.

Como sinaliza a autora para se construir entrevistas é necessário ter paixão, amar conversar com o outro, ouvir o outro. É preciso amar a pesquisa, amar conhecer gente nova, amar um bom papo. A boa entrevista acontece a três: entrevistador, entrevistado e leitor. Ela acontece quando entrevistador e entrevistado se olham nos olhos e abrem junto um espaço de confiança, num mundo de tantas desconfianças. Um espaço de diálogo. O resultado disso é a construção de um texto que é não é feito só pelo jornalista, é feito de perguntas e respostas, é feito também pelo entrevistado e é feito também pelo leitor.

Quando todas as perguntas do repórter já foram respondidas o jornalista deve perguntar se o entrevistado tem algo mais a falar/acrescentar é o entrevistado que decide quando a entrevista acaba. Chegado o momento da escrita o jornalista tem que se deixar envolver, encontrar e reencontrar o fio que orienta a escrita. Escolher os temas e editar é o passo seguinte. Sendo o tempo curto, dar-se preferência pelas perguntas mais importantes, que devem ser organizadas em eixos por blocos de temas. Elege-se o titulo e olhos do texto, sendo o que o titulo pode ser uma citação retirada do texto, identificada com aspas, o mesmo ocorre com o olho. Ultimo passo, revisar e publicar, mas se houver qualquer duvida em relação ao que o entrevistado disse alguma palavra não entendida o procedimento é ligar para o mesmo e esclarecer a dúvida. Dúvida esclarecida, pode publicar a entrevista.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Resumo: A apuração da notícia. Métodos de investigação na imprensa, Luiz Costa Pereira Junior. Petrópolis RJ : Vozes, 2006. Pág. 67-91.

Neste capítulo o autor, Luiz Costa Pereira Junior trata dos métodos de apuração da notícia. Usando o atentado terrorista de 11 de Setembro 2001, em torno do qual ocorreu um fértil volume de fatos imprecisos e não confirmados de especulação e boatos, espalhado mesmo por fontes confiáveis, marcou aquela que foi a maior mobilização já feita em torno de um mesmo fato. E para ilustrar essa situação o autor usa o exemplo dos jornais impressos brasileiros, que divulgaram informações equivocadas do número de mortos, assentando a insuficiência da mediação das agências e das fontes secundárias.


No jornalismo, construir sentido é reduzir incertezas. Cabe ao jornalista sedimentar uma realidade sólida para o público, sem enganá-lo com a falsa promessa de uma realidade ‘’real’’, pronta, acabada. Além de testar cada contradição entre fontes, até que a incongruência das versões seja descartada e reste somente uma versão em que se possa confiar.


A apuração de informações, a investigação, é a espinha dorsal do trabalho jornalístico. O produto do trabalho é sempre uma combinatória, o ato de apurar e escrever na impressa envolve tanto a retórica quanto a ética e a técnica.


O planejamento pode facilitar a apuração jornalística, o colombiano Daniel Samper nos oferece um roteiro passo-a-passo de uma apuração jornalística, que condensa uma série de reflexões difusas no mercado e nos meios universitários sobre a evolução de um trabalho de verificação de informações.


No planejamento deve-se levar em consideração a elaboração da pauta; a pré produção que é a análise estratégica das fontes levando-se em consideração a hierarquia da autoridade, produtividade e credibilidade; sequência de abordagem das fontes; a produção que é o contato com as fontes e checagem da informação. É preciso validar a informação com pelo menos duas outras fontes. Na linha de produção da notícia, o levantamento e o rigor na checagem estabelecem a qualidade da informação.


Na revisão do material apurado, diferentes círculos profissionais determinam procedimentos de material apurado, aplicável para revisão de última hora, como é o caso da lista de checagem sistematizada pela ASNE - Associação Norte-americana de Editores e Jornais traduzida pelo jornal da ANJ – Associação Nacional de Jornais.


Por último o fechamento. É feita a chamada ‘’edição cética’’- aquela feita com rigor de um interrogatório de tribunal. Segundo Sandra Rowe e Peter Bhatia, esse sistema pretende julgar detalhadamente a notícia com o objetivo de remover erros.orn


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Resumo do texto: “Os métodos de apuração” - Luiz Costa Pereira Junior

Ao tomar como exemplo o atentado aos Estados Unidos, no dia 11 de setembro, o autor Luiz Costa Pereira Junior argumenta no texto “Os métodos de apuração”, alguns motivos dos quais os jornalistas precisam ter cautela ao se retratar a notícia. Com base na cobertura de jornais de grande porte, a exemplo da Folha de São Paulo, O Globo e O Estadão de São Paulo e os dados noticiados naquele momento, o autor aponta os erros e o que não deve ser feito no jornalismo.

É preciso que o profissional da área saiba diferenciar o que são apenas rumores do que seria a notícia. Para isto, é necessário que exista uma prudência diante de julgamentos precipitados e checar as informações vindas de agências noticiosas e sites ou manter estratégicas que possam ressaltar esta ponderação. No caso do dia 11 de setembro, com poucas informações e notícias contraditórias que chegavam a todo o momento, o Jornal da Tarde tinha como critério definir as fontes confiáveis, como a CNN.

O texto “Os métodos de apuração”, demonstra que o acontecimento do dia 11 de setembro foi um grande exemplo de como há falhas no jornalismo. Mostrou o colapso da fé jornalista diante da obrigação em noticiar e a ausência de veracidade em alguns dados, a exemplo do surgimento de 10 mil mortos, quando, um ano depois, os números eram de 3.025. Era necessário buscar um sentido para o acontecimento para poder reduzir incertezas, na medida em que as peças do quebra-cabeça iriam se encaixando, por conta da averiguação minuciosa dos fatos, o entendimento para aquela catástrofe poderia ir surgindo aos poucos.

A partir de então, o texto aponta que para se fazer uma boa apuração é necessário um planejamento de investigações antes. O mecanismo de duvidar do que está diante de seus olhos é o principal princípio em se fazer jornalismo. E isto parte não apenas da edição, mas no momento em que a pauta é produzida. O autor ressalta a importância em se explorar o que existe nas mãos do jornalista, sendo as fontes, documentos ou publicações, é preciso duvidar e pesquisar, para que esta investigação tenha credibilidade e se torne, mais tarde, uma notícia.

Paula Morais

Resenha: A apuração de notícia – Luiz Costa Pereira Junior Cáp. 3.

O capítulo 3 do livro inicia-se com a análise da cobertura jornalística do ataque às torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. Na primeira análise feita pelo autor há críticas severas às iniciativas de publicar dados imprecisos, sem checagem e de fontes inseguras. A cobertura deste acontecimento pelos jornais impressos mudou a estrutura padrão, aumentado o número de jornalistas nas redações, assim como o número de páginas impressas sobre o caso. Os critérios de checagem limitaram-se em definir fontes confiáveis e ficar atento às atualizações. O autor afirma que “o desafio do repórter é encontrar evidencias soterradas em camadas de versões, procurar certezas em situações de incertezas” o que mostra a importância dos critérios adotados pelo jornalista para conseguir chegar a um fim especifico.

Para combater a incerteza e criar textos sólidos, Pereira Junior afirma que “o levantamento de informações dependerá do compromisso do repórter com a visão plural de cada fenômeno ocorrido”. A visão plural é a conjugação do nível de certeza e a necessidade de solidez.

Segundo Bill Kovach e Tom Rosenstiel no livro “Os elementos do jornalismo” dizem acerca da apuração que “os métodos são em geral informais e localizados, nem sempre generalizáveis” mas que temos que utilizar da retórica, ética e técnica.

Para a qualidade da matéria é necessário também, o planejamento de investigações através da disciplina com seqüência de procedimentos, do planejamento da apuração, na revisão, do material apurado e na revisão das informações editadas.

Através da divisão da pauta em três momentos de: pré-produção, produção e pós-produção, o autor elabora uma serie de passos a serem seguidos com inúmeras perguntas a serem checadas antes, durante e após a elaboração da pauta.

O plano de ação relaciona informações, fontes, e locais de pesquisa dos dados que estão faltando com a viabilidade e tema da pauta.

Um breve resumo do plano de ação pode ser entendido como a organização na escolha das fontes por hierarquia, produtividade e credibilidade, na criticidade e importância de cada uma, juntamente com a checagem de informação, revisão, lista de checagem de perguntas e edição cética.

Thais Motta