quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A título de descontração

Hoje eu me perdi pela Internet e, para minha surpresa, acabei encontrando algo interessante. Trata-se do blog de uma jornalista ("com diploma!", como ela faz questão de destacar em seu twitter) e ilustradora que produz quadrinhos satirizando a nossa profissão. Em suas tirinhas, ela tenta abranger - e relacionar - o dia-a-dia das principais atividades desempenhadas por um jornalista (editor, fotógrafo, assessor, âncora de jornal televisivo, ...) e, é claro, a rotina dos estudantes de Jornalismo. O blog tem tirinhas bastante divertidas - com bastante piadas internas -, mas peca num aspecto fundamental: o about, tanto do blog quanto do twitter, não informa de quem é a autoria das tirinhas.

Irei tentar descobrir essa informação via twitter e atualizo essa nota mais tarde.

O link para o blog: Quadrinhos Gonzo

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bem-vindos a bordo, tripulação!

Futuros jornalistas do meu Brasil varonil, se vocês estão lendo isso agora é porque estão a bordo da Lupa. Em caso de despressurização do convés, sacos de vômito cairão sobre seus colos. Queremos lembrar que os assentos são flutuantes. Enfim, queiram escrever alguma coisa que preste doravante, não deixem o nível deste blog depender de mim.

Beijos,

C.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fisiculturismo é mesmo um esporte?


Aí galera,

Acessando o link abaixo vocês podem conhecer a opinião de um médico desportista (e praticante de musculação a 54 anos) a respeito da prática do fisiculturismo. Ele afirma que o fisicuturismo não deve ser considerado como esporte e que os fisiculturistas não podem ser chamados de atletas. Vejam na íntegra:

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um Passo Para a Vigorexia...



Frequentadores de academia usam suplemento sem controle

Estudo da Universidade Federal de São Paulo revela uso indiscriminado das substâncias que, em doses erradas, provocam danos à saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 62% dos freqüentadores de academias na capital paulista entre 15 e 25 anos consomem algum tipo de suplemento alimentar - substâncias desenvolvidas e indicadas para atletas que precisam repor nutrientes gastos em treinamentos intensos, como proteína, aminoácido e gel de carboidrato. Mais de 80% deles compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.
Os dados, obtidos com base em entrevistas com 201 jovens de redes de academias de São Paulo, mostram erros e exageros de todos os tipos no consumo dessas substâncias, que provocam danos à saúde se ingeridas sem necessidade, em doses erradas e por um prazo muito longo.
Os diversos tipos de suplemento existentes no mercado, parte deles nacional, muitos importados e outros sem registro, são indicados para atletas profissionais que têm uma rotina de sete a nove horas de treino diário. No caso deles, que chegam a gastar mais de 5 mil calorias de uma só vez, a reposição por meio de suplementos auxilia a manter o desempenho no esporte de maneira equilibrada. É o caso de maratonistas, nadadores e corredores.

Fernando Fischer / Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Entrevista - Edição

A edição é um dos momentos mais importantes pois é aqui que se extrai os melhores dados de uma entrevista. O título deve exprimir o "espírito da entrevista." Uma boa entrevista sempre terá um ou mais " olhos"( boa frase dita pelo entrevistado que merece destaque além do título).

Ao fim de cada entrevista, é importante estabelecer com o entrevistado uma brecha para possíveis futuras solicitações. Por isso, troquem endereço, telefone e e-mail. No mais, basta um olhar mais atento para esculpir uma excelente entrevista.

Quer bons exemplos de entrevistas?
Os arquivos da Veja, em especial das edições antigas, são uma ótima fonte de pesquisa jornalística.
Acesse o Acervo Digital da Veja, clique em "entrevista", do lado esquerdo, e divirta-se procurando boas entrevistas. Algumas recomendações: entrevista com Nelson Rodrigues (1969); Walter Lippmann (1969); Gilberto Freyre (1970); Jorge Luis Borges (1970); João Gilberto (1971); Ariano Suassuna; Di Cavalcanti (1970); além de muitos outros.

Realizando a entrevista (parte 3)

. A atenção deve estar totalmente voltada ao entrevistado – celulares tocando e falta de atenção naquilo que o entrevistado diz causam uma péssima impressão.

. Mantenha o controle emocional durante a entrevista – evite ficar inquieto e controle seus tiques e gestos. É importante estar focado na entrevista, somente.

. Tente obter a confiança do entrevistado antes de entrar nos assuntos mais delicados – é interessante se “preparar o terreno” antes de se perguntar coisas mais bombásticas. Se você começar a entrevista com esse tipo de pergunta, o entrevistado só irá se intimidar, e você não conseguirá a informação que deseja.

Para exemplificar tais dicas, sugerimos o vídeo do CQC, onde o repórter inexperiente entrevista Gretchen:


Explicação: Nesse vídeo, podemos perceber que o repórter já começa errando: seu celular toca no meio da entrevista. É evidente que a entrevistada se incomoda com tal fato, e recomenda que ele desligue o aparelho. Também, percebemos que ele toca num assunto delicado da vida de Gretchen logo no começo de suas perguntas, e não consegue retirar nenhuma informação dela sobre isso.


. Se o entrevistado se recusar a responder uma questão, temos obrigação de voltar a ela. O que não podemos é esquecer que há um limite nesse jogo e que não devemos quebrá-lo.

. Não mostre muito entusiasmo ao ouvir uma “resposta-bomba” – o entrevistado pode reparar que te forneceu uma informação “quente” e importante e pedir que você não a publique.

. Pergunte por último se existe alguma coisa que o entrevistado deseja acrescentar – é importante que, na entrevista, ambos entrevistador e entrevistado fiquem satisfeitos. Portanto, se o entrevistador desejar declarar algo que você não indagou, permita. Pode vir a ser bastante interessante para o seu texto.


Vídeo final – Marcelo Camelo é entrevistado no Ceará Music Festival:



Explicação: Nesse vídeo, dá pra brincar de “Jogo dos sete erros”. Vamos?

1. A repórter erra o nome do entrevistado e o chama de Marcelo Campelo;

2. A repórter entra num grau de intimidade muito grande com o entrevistado;

3. A repórter não pesquisa direito, e erra informações sobre o novo cd de Los Hermanos;

4. A repórter não pesquisa direito [2] e confunde as composições de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante;

5. A repórter faz perguntas frouxas, sem objetividade ao entrevistado, e acaba por receber respostas vagas;

6. O repórter não pesquisa corretamente e repete perguntas “manjadas” em entrevistas a essa banda;

7. O repórter foge do tema central da entrevista;

Realizando a entrevista (parte 2)

. Observe as maneiras e tiques do entrevistado – uma entrevista não é constituída somente por aquilo que se grava ou que se anota, mas também por aquilo que se observa. A partir desse exercício de observação dos trejeitos e posturas do entrevistado, se pode criar um perfil daquela pessoa, que pode vir a ajudar o público a conhecê-la mais no momento da leitura do texto.

. Não confie em sua memória. Prefira utilizar o gravador – é importante ter algum apoio para se registrar a entrevista. É bom até levar, além do gravador, papel e caneta, para evitar que dados sejam perdidos.

. Se o entrevistado pedir para desligar o gravador em algum momento, atenda seu pedido.

Obs.: Informação “off the record” – a tradução literal dessa expressão seria “fora do gravador”. Em tal situação, o entrevistado te fornece uma informação para ser publicada, com a condição que você não divulgue que foi ele que te disse tal coisa.


. Tenha cuidado para a entrevista não se tornar um diálogo intenso ou um monólogo.

. Procure administrar o tempo.

. Se o entrevistado divagar e fugir do assunto, recoloque-o no roteiro previsto.

Para exemplificar tais dicas, sugerimos o vídeo do CQC, onde o repórter inexperiente entrevista Datena:


Explicação: No vídeo, pode-se perceber que o repórter não sabe conduzir a conversação e deixa o entrevistado solto para tratar de vários assuntos partindo de uma pergunta não muito objetiva. Também, podemos perceber que Datena olha o relógio algumas vezes, como se para chamar a atenção do repórter ao fato de que só tem pouco tempo para a entrevista. Como o entrevistador não presta a devida atenção nesta atitude de Datena, não consegue concluir seus questionamentos.


. Não dê sua opinião, a menos que ela seja solicitada – ocorrendo tal solicitação, opine com modéstia e humildade.

. Faça perguntas no mesmo nível de quem responde – é diferente entrevistar um menino de rua e um professor da UFBA. A linguagem deve se adequar à situação.

. Esgote cada área do assunto antes de passar para outra.