sábado, 30 de abril de 2011

SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista- Resumo

No primeiro a autora faz referências as principais revistas que já fecharam no país e no mundo mesmo com alto volume das tiragens. Nessa linha ela cita os principais elementos para o fechamento e ratifica que a revista é veiculo de comunicação, um produto, negócio, uma marca, um objeto, um conjunto de serviços, uma mistura de jornalismo e entretenimento tendo como norte do trabalho o leitor em potencial. Revista é também o encontro entre o editor e seu leitor. Justifica que mesmo com outros meios de comunicação o publico procura sempre na revista e jornais um detalhamento a mais do assunto com explicação e aprofundamento deste já exposto em rádio e televisão. A revista estabelece uma relação de proximidade com o leitor.

No capitulo dois a autora faz um panorama da época de surgimento da revista, que tinha desde o inicio a função de aprofundar os assuntos mais que os jornais e menos que os livros, e destinava-se a públicos específicos. Expõe modelos de revistas que deram certo e que são copiadas no mundo todo. As revistas nasceram monotemáticas, depois passaram a ser multitemáticas. Pertence ao século XIX o período em que surgiram diversos modelos de publicação como: as literárias e cientificas.

É no século XX que surge o primeiro modelo de revista semanal de notícia que teve seu modelo copiado dando origem a Veja. Pertence há esse século o aparecimento da primeira revista semanal ilustrada e imitações, como também as revistas em quadrinhos, revistas que traziam a fotonovela. Com o surgimento da televisão e sua expansão um novo modelo se tornou popular: as revistas que falam da programação da televisão e de celebridades, que são um sucesso.

O mercado de revistas passa por crise nos últimos anos por conta da concorrência não de revista para revista, mas entre os veículos. A disputa por anúncios é mais agressiva atualmente, e antigos modelos estão sendo colocados em duvidas por conta de não suprir as carências financeiras; por conta também da redução no número de anúncios nas revistas. Diante das dificuldades atuais a autora sinaliza que as revistas e impressos em geral terão que aprender a ganhar com circulação.
Das atribuições de um bom jornalismo de revista, o jornalista deve desenvolver uma visão mundo livre de preconceitos e um olhar critico sobre seu próprio oficio. O jornalista não deve ser arrogante, não deve achar que estar acima do bem e do mal, nem à margem da lei. O principio ético do jornalismo é valido para todos os meios.

A autora enfatiza que uma boa revista começa com um bom plano editorial e uma missão definida com o foco definido. Para isso é necessário ter uma capa que seja o resumo irresistível de cada edição, que seduza o leitor. A da pauta é um dos elementos. Na revista o “como” é fundamental ter defino o enfoque o como o assunto será abordado. Em revista o bom texto é aquele que deixa o leitor feliz, que supri suas necessidades de informação, cultura e entretenimento; e para um bom texto de revista é necessário saber para qual leitor esta se destina. O trabalho da equipe deve ser Harmônico, o design e fotografia devem contribuir para a clareza da informação.

A autora encerra o livro falando da sua experiência na revista Capricho e das mudanças que ocorreram no veiculo no período em que era editora- chefe, e das experiências adquiridas que contribuíram para o seu aprendizado como jornalista.

terça-feira, 26 de abril de 2011

SCALZO, Marília. Jornalismo de revista. (RESUMO)

Em Jornalismo de revista Marília Scalzo apresenta um campo de trabalho jornalístico, que no caso, são as revistas. Ela inicia o livro falando da relação dos leitores com suas revistas. Afirma que: “revista é também um encontro entre um editor e um leitor, um contato que se estabelece, um fio invisível que une um grupo de pessoas e, nesse sentido, ajuda a construir identidade(...)”. Marília lembra que revista une e funde entretenimento, educação, serviço e interpretação dos acontecimentos. Diferente dos outros meios a revista tem seu publico alvo bastante segmentado, a ponto de ser capaz de chamar seus leitores por “você”, tamanha proximidade tem dos mesmos. Outros fatores que irá diferenciá-la dos demais meios são: o seu formato, a sua periodicidade e tratamento que é dado à noticia. As revistas vêem os fatos de maneira mais analítica que os outros meios.

No Brasil, as revistas chegam junto com a corte portuguesa. A primeira revista publicada no país foi As Variedades ou Ensaios de Literatura, desde então o numero de publicações só fez aumentar. Surgiam revistas para os mais diferentes segmentos. O Cruzeiro, Manchete e Realidades são consideradas até hoje os grandes fenômenos editoriais.

Marília afirma que hoje alem dos meios de comunicação concorrer entre si pela atenção do leitor eles também disputam para oferecer espaços para a publicidade. Dentre os segmentos de revistas que vem ganhando espaço e tendo boa circulação de mercado Marília destaca as revistas voltadas para qualidade de vida e as revistas “de celebridades”. Outra tendência forte destacada pela autora é das revistas empresariais, publicações feitas pelas próprias empresas. Este tipo de publicação desperta no mercado editorial certa preocupação, pois, as empresas fazendo suas próprias publicações diminuíram as verbas da publicidade.

A escrita em revista segue os mesmos preceitos de um bom jornalismo de qualquer outro meio. A ética jornalística é o princípio primordial que deve nortear as condutas do profissional e o leitor deve ser tido como o patrão do repórter, é para ele que se escreve. Quanto ao conceito do que seria uma boa revista Scalzo afirma que, “uma boa revista começa com um bom plano editorial e uma missão definida (...)”. Através desse plano a revista já define seu publico, avalia os riscos, prevê redesenhos, ele é o esqueleto da revista. “Uma boa revista precisa de uma capa que a ajude a conquistar os leitores e os convencê-los a levá-la para casa”, afirma Scalzo. A capa, segundo ela, deve ser um resumo de cada edição.

Para concluir o livro Scalzo conta de sua experiência na revista Capricho a segunda revista mais antiga da Editora Abril, que surgiu como fotonovelas e precisou, depois de um período de transformações, ser reposicionada no mercado. Scalzo fala de todos os saberes que adquiriu com essa experiência e da superação de preconceitos que teve que passar para assumir essa tarefa. Ela afirma que depois de varias tentativas de segmentação, a Capricho só conseguiu se reposicionar quando passou a ouvir suas leitoras.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Scalzo, Marília. Jornalismo de Revista- resumo


Diferente dos jornais, que se baseiam nos fatos que ocorrem diariamente e apenas informam os acontecimentos no esquema de lide (O quê, com quem, onde, quando e por que), as revistas tem a missão de destrinchar esses acontecimentos e explica-los, trazendo um enfoque diferente para o assunto em questão.
Dessa maneira, o jornalista que trabalha com revistas deve ser um profissional livre de preconceitos, com uma razoável formação cultural e um olhar crítico sobre o próprio ofício. Não basta só escrever sobre fatos, é preciso estabelecer relações com outros assuntos; construir textos claros e não enfadonhos, sem abordagens superficiais, mas que possam ser lidos por leigos que fecharão a revista entendendo mais do assunto, com sua procura por informação e entretenimento saciada, ou simplesmente feliz, como afirma Marília Scalzo.

Para construir uma revista com êxito não basta só ter boas fontes e informações. Antes de tudo deve-se pensar para quem o jornalista escreve. As revistas tem público segmentado: jovens, jovens meninas, jovens meninas que gostam de rock, mães, mães de bebês, mães de bebês especiais e daí por diante. O que se vê é que a segmentação é necessária por que demarca um público-alvo podendo assim falar com mais propriedade e proximidade com ele. As revistas tem uma relação de emissor-receptor diferenciada dos demais meios de comunicação. Essa relação se dá de maneira mais próxima e com certa intimidade, o leitor se identifica com a revista e a revista reconhece o perfil de seu leitor e passa a se relacionar com ele de forma mais intensa, ela entra em sua casa, é levada em bolsas, malas, é cortada, amassada. Os leitores escrevem assiduamente para revistas, sugerem matérias, criticam, elogiam, criam um laço emocional íntimo com as publicações.
A autora ainda perpassa por temas importantes como a construção das capas, o design das revistas, a importância do plano editorial  e o peso que as imagens tem para as revistas. Os leitores, antes de começarem a ler o que foi escrito na publicação, prendem sua atenção nas fotos ali estampadas. E isso pode atraí-lo ou rechaça-lo da leitura. Por isso é imprescindível que exista um trabalho elaborado e cuidadoso na escolha de imagens e legendas que condizam com a matéria, isso tudo forma o conjunto de informações oferecidas pela revista.
O livro Jornalismo de Revista foi escrito por uma especialista no assunto, com larga experiência em redações de revista e também no Curso Abril de Jornalismo. O resultado de tanta bagagem é um texto com informações valiosas e leve, que em nenhum momento perde profundidade ou se torna complexo. Como uma boa revista deve ser.

SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo: Contexto, 2004.

Marília Slcalzo traça um panorama da situação das revistas no Brasil e no mundo para assim caracterizá-las como um veículo de comunicação de massa, porém que tem como aspecto diferencial a proximidade e valorização do leitor.

Saclzo lembra grandes revistas que marcaram o país como o Cruzeiro, Manchete e Realidade, mencionando ainda a atual revista mais vendida do Brasil, a Veja.

As revistas surgiram para ocupar uma lacuna entre o jornal e o livro, propondo-se a aprofundar mais nos assuntos que o primeiro e menos que o segundo e a sair periodicamente. Os moldes desse veículo foram sendo estabelecidos na prática: inicialmente, por exemplo, elas eram monotemáticas e depois passaram a abordar diversos assuntos. Com o tempo, porém, as revistas tenderam a estabelecer enquadramentos cada vez mais específicos.

A autora aborda as peculiaridades da revista, sendo a principal delas a relação com o leitor (algumas publicações têm inclusive serviço de atendimento ao leitor). Devido à diferente periodicidade, à facilidade em ser levada para qualquer lugar e às temáticas (que muitas vezes unem informação e entretenimento), as revistas se posicionaram de maneira singular, muitas vezes se tornando uma espécie de identificação dos seus leitores.

Apesar dessas características, a revista, assim como toda a imprensa, tem sofrido uma crise. Em um primeiro momento o enquadramento mais específico tem sido um caminho interessante a trilhar: “...é a velha máxima: é preciso falar com menos gente, para falar melhor” (p. 44). Enquanto as revistas sobre programação televisiva mantêm altos números de tiragens, temáticas voltadas à qualidade de vida, como saúde, forma física e filosofia ecológica, têm ganhado espaço nos últimos anos.

A Internet, primeiramente apontada como aquela que acabaria com os impressos, passou a ser enxergada de outra forma. A extensão digital desses veículos é hoje considerada essencial para a sua sobrevivência.

Scalzo caracteriza ainda o bom jornalista de revista - que como em qualquer outro veiculo jornalístico, deve apurar bem, ser honesto e prezar acima de tudo pela sua credibilidade, preocupando-se sempre com o que o leitor quer ler - e a boa revista, cuja equipe deve trabalhar em conjunto e harmonia. A autora ressalta a importância do designer e do fotógrafo em um meio no qual a imagem (as fotografias e infografias) tem elevada importância, sendo que esta deve dar clareza e valorizar o texto.

A ética no trabalho jornalístico é indispensável e no jornalismo de revista não é diferente. A relação muitas vezes tempestuosa com a publicidade deve dar lugar à compreensão da interdependência das tarefas e ao respeito mutuo. A publicidade não deve interferir no trabalho dos jornalistas e vice-versa.

Para concluir o livro, Scalzo relata sua experiência como redatora-chefe da revista Capricho na década de 90 durante um reposicionamento desse veículo. Neste, ela ressalta mais uma vez a importância da preocupação que o jornalista de revista deve ter com o seu leitor.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo: Contexto, 2004. (Coleção Comunicação)

O livro Jornalismo de Revista de Marília Scalzo faz trata sobre a história, a evolução e as características do jornalismo em revistas. Além disso, discute sobre a técnica e a ética jornalística nas revistas.

Scalzo defende a fusão de “entretenimento, educação serviço e interpretação dos acontecimentos” (p. 14) nas revisas. Contudo, mais importante do que essa união, as revistas precisam conhecer precisamente seu público, caso contrário vive pouco. Outra preocupação, segundo a autora, deve ser especificar o seu público, pois “quando atigem públicos enormes e difíceis de distinguir, as revistas começam a correr perigo” (p. 16).

O histórico das revistas é abordado no segundo capítulo. A primeira publicação que considera-se uma revista surgiu em 1663 na Alemanha e era sobre Teologia, mas ainda tinha um formato de livro e não usava essa denominação. O nome revista aparece em 1704 na Inglaterra, já o formato vem um pouco mais tarde em 1731 também na Inglaterra. O negocio das revistas surgem com o avança técnico da Indústria Gráfica. A primeira revista semanal de notícias só surge em 1923.

No Brasil, a primeira revista aparece em 1812 em Salvador. Em 1822 a revista “Anais Fluminenses de Ciência, Arte e Literatura” mostra uma nova preocupação da elite brasileira que, recém independente, precisava de engenheiros, médicos e outros profissionais liberais. Essa mudança leva ao surgimento 1ª revista especializada do país em 1827. No início do século XX há o lançamento de vários títulos que tratavam, na sua maioria, de variedades ou cultura. A partir da década de 1920, surgem revistas que obtêm grande sucesso editorial tais como “O Cruzeiro” (1928), “Gibi” (revista em quadrinhos de 1939 que tornou-se metonímia para o género), “Manchete” (1952), “Visão” (1952), “Realidade” (1966), Veja (1968).

Para Scalzo, o que diferencia as revistas dos outros meios é o contato com o leitor, escutá-lo periodicamente, observar o que ele lê e o que ele passa em cada edição. O tamanho também é um aliado, a revista pode ser transportada facilmente para qualquer lugar; a periodicidade que permite um texto mais profundo, crítico e analítico.

A autora coloca que o mercado de revista tem sofrido com a crise assim como todos os outros meios. A disputa por anunciantes tem abalado o modelo comercial tradicional, em que muito da receita da publicação vem dos anúncios. Investir nas classes C e D, que entraram no mercado consumidor com o Plano Real, tem sido uma estratégia usada por algumas editoras. Outras preferem dar um foco preciso às publicações, que ao falarem com públicos mais específicos tiveram êxito. Com a popularização da internet, pensou-se que ela poderia extinguir todos os outros. Isso se mostrou incorreto, hoje o que se acredita é que todos os veículos devem circular no seu suporte original e está na internet. Já em relação ao debate entre jornalismo e entretenimento nas revsitas, Scalzo é categórica: “recorrendo-se à história, o que se percebe é que o entretenimento (além da educação e do serviço) é uma das vocações mais evidentes do veículo revista, a partir de sua própria origem”.

Para a autora, um bom jornalista de revista é aquele que, em primeiro lugar, não escreve para si, pensa no que é relevante e importante para o leitor. Ela também defende que a especialização pode ser um problema, pois assim o jornalista pode deixar perder a noção de qual o nível de conhecimento do leitor sobre o assunto abordado. Já em relação à revista, como um todo, Scalzo afirma ser necessário seu projeto gráfico e editorial evoluam junto com o leitor; que a capa “precisa ser o resumo irresistível de cada edição”, pois é ela que vende a revista; as pautas precisam ser pensadas de acordo com a periodicidade, não adianta edições mensais apenas noticiar elas precisam analisar, o como de lead clássico é o que ser mais aprofundado; o design, as fotos e os infográficos são tão importantes quanto o texto, chamam o leitor para dentro a matéria; o texto sempre deve ter o tom certo para o leitor, isso depende do foco da revista.

Sobre a isenção e objetividade jornalística, a autora Admite que nenhum jornalista conseguirá ser totalmente objetivo nem isento devido a sua formação cultural, política, moral. Já com sobre a credibilidade do veículo e a sua relação com os anunciantes, o que envolve a redação e o setor comercial, Scalzo afirma que é papel desde último está em contato com a redação para saber das pautas da próxima edição e buscar anunciantes interessados. Qualquer ação mais invasiva do que essa, torna a relação complicada e conflituosa.

Para concluir o livro, a autora usa o exemplo da “Caprinho” para explicar, nas prática, as ideias apresentas no livro. Ela explana de forma geral as diversas mudanças que essa publicação passou até a década de 1990 e narra com detalhes com foi a sua experiência no processo de reposicionamento editorial da revista de 1990 a 1992.

Por Marcelo Argôlo

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SCALZO, Marília. Jornalismo de revista/ Marília Scalzo. 2ª Ed. – São Paulo: Contexto, 2004 (Coleção Comunicação)

SCALZO, Marília. Jornalismo de revista/ Marília Scalzo. 2ª Ed. – São Paulo: Contexto, 2004 (Coleção Comunicação)

Por Paula Morais

Através do relato histórico de como surgiu a revista, a autora, Marília Scalzo, traz em sua obra as características estéticas e como se deu a evolução, deste meio de comunicação, no Brasil e no mundo. O livro ainda diferencia como é fazer jornalismo em revista dos demais veículos de informação, considerando suas principais dificuldades e estratégicas para tal.

Antes de tudo, a autora ressalta que revista não é literatura, porém um meio em que se pode encontrar educação e entretenimento. Por outro lado, o jornal surge como repercussor da ideia política de trazer o esclarecimento através de suas notícias. No entanto, a autora afirma que as revistas também trazem exclusividade aos seus leitores e fazem jornalismo.

Na obra, a autora explica a aproximação que o leitor pode ter com o editor, por conta de se tratar de um grupo específico, o que não acontece na TV ou no jornal impresso, por exemplo. E aponta para o perigo existente, quando a revista se abre para um público expressivo, afinal, este veículo é um meio de comunicação de massa, mas nem tanto.

Scalzo relembra a história de grandes revistas que foram da ascensão à queda, como a brasileira Realidade e a norte-americana Life, vítima do seu próprio sucesso, o custo da sua impressão se elevou ao ponto dos anunciantes preferirem pagar pela propaganda na TV a própria revista. Além de outras que vingam até hoje, como a revista Veja.

A evolução da revista se deu através das grandes ideias apresentadas por seus editores. A exemplo da primeira revista ilustrada, a londrina Illustrated London News, editada até os dias atuais. Ou as revistas que tratam de apenas um assunto, como as voltadas para o mundo feminino, que foram copiadas e vendidas até hoje, a exemplo da Casa Claúdia.

Scalzo aborda no livro as diferenças entre a revista e os outros meios de comunicação, sejam elas na sua segmentação, na interação com o editor-leitor, além da sua forma estética. Há colecionadores que levam e trazem as revistas para lá e para cá, pode escolher a sua preferida, por saber qual o assunto em que cada uma trata. A autora ressalta que as revistas acompanham a tendência do seu tempo, da sua cidade, do seu país. A revista reflete o estilo de vida de um determinado local, tudo isso por conta da publicidade e o mercado consumidor.

O jornalismo feito em revista é analisado pela autora como o propósito de passar a notícia, porém de forma em que exista um atrativo a mais para prender o leitor, seja com imagens ou infográficos. Scalzo explica a diferença entre um jornalista de outros meios de comunicação e o de revista, como a forma da escrita, e o risco da especialização.

A autora explica por fim que para se obter uma revista de qualidade é preciso que o veículo se atualize de acordo com as mudanças que acontecem no mundo. É necessário deixar o leitor à vontade e ao mesmo tempo prender a sua atenção, com imagens, pautas bem definidas, edições atrativas e um bom editorial.

SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista, Contexto, 2004.

Mostrando a história, evolução e o surgimento do jornalismo de revista, Marilia Scalzo define o que é revista e mostra como ela chegou ao formato atual. Ela diz este formato é um veiculo de comunicação que permite a existência de jornalismo e entretenimento ao mesmo tempo. É nítido como os textos das revistas são totalmentedirecionados ao leitor e permitem até uma certa dose de intimidade, isso fica claro quando, ema dados momentos, o leitor é chamado de "você",daí a autora afirmar que revista é uma “história de amor com oleitor”.

Scalzo deixa claro que oMuitas coisas diferenciam o jornalismo de revista dos outros tipos ,porém o que mais chama atenção é o seu formato, além, é claro, do papel e da peridiocidade
Existem fatos a serem destacados desde o inicio das revistas, em 1663, até os dias atuais, como a primeira revista ilustrada, mostrada em Londres, em 1942, fazendo com que a partir daí todas as revistas trouxessem ilustrações em suas edições. Além disso, houve também o aparecimento das primeiras revistas semanais, em 1923, nos Estados Unidos.

A autora afirma que um meio de comunicação não pode substituir outro, logo ela defende que mesmo com todo o advento tecnológico e com todos os meios vindos depois da revista, mesmo assim ela não será deixada de lado, nem esquecida, apenas se ajustará ao contexto em que está inserida.

As revistas são segmentadas em diversos tipos, passando por idade, gênero, profissões, hobbies, entre muitos outros interesses. Isso fez com que leitor e produção estivessem cada vez mais próximos, fazendo com que esta última ficasse mais próxima entre si, gerando assim matérias com maior qualidade.

A autora finda o livro relembrando sua passagem pela revista Capricho e fazendo uma breve analise desta, falando sobre a evolução da revista, ressaltando como esta conseguiu passar por todas as mudanças advindas com a tecnologia e a fórmula que consagraou a Capricho uma revista de renome dentro da Editora Abril.